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POR UM RIO GRANDE UNIDO E FORTE

30 de agosto de 2020

Tenente-Coronel Zucco
Deputado Estadual

Estimativas do IBGE indicam que mais da metade dos 497 municípios gaúchos perdeu população. A redução registrou-se principalmente em pequenas localidades, mas também em aglomerados urbanos de maior porte, como por exemplo, na Fronteira Oeste do Estado. O fenômeno deve ser visto com atenção porque resulta em impactos econômicos e sociais de vulto para o RS.
O levantamento concluiu que a baixa natalidade e a busca de oportunidades de trabalho e de estudo lideram os motivos que levam à fuga dos pequenos municípios para outros centros maiores. A revelação é preocupante e reforça a necessidade de investir na geração de emprego que impacta diretamente na economia local. Também faz pensar nas perdas que tivemos ao longo dos anos no quesito educação, outrora uma das marcas registradas dos gaúchos. Além disso, a diminuição populacional tem reflexo na distribuição do Fundo de Participação dos Municípios e Fundo de Participação dos Estados.
Já vão longe investimentos de grande porte que marcaram a história da economia rio-grandense que nos enchera de orgulho e inovação. A recordar: a criação da Aços Finos Piratini (em Charqueadas), a implantação da Refinaria Alberto Pasqualini (Canoas), a instalação do Polo Petroquímico (Triunfo) – resultado de uma grande mobilização de todas as forças do Estado – e mais recentemente da GM, em Gravataí, além de inúmeras indústrias de tratores e implementos agrícolas, além do surgimento do polo metalmecânico de Caxias do Sul.
Nos últimos anos assistimos à fuga de empreendimentos em diversos segmentos, como no setor calçadista – que transferiu inúmeras unidades fabris para o nordeste e foi por décadas locomotiva das nossas exportações -, além de milhares de produtores rurais que espalharam lavouras Brasil afora. Perdemos empregos, tributos fundamentais para melhorias na educação, saúde e segurança. Esta sequência nos tirou do mapa de prospecção dos investidores brasileiros e internacionais.
O pós-pandemia, que agravou nossos problemas e impôs mudanças radicais em diversas práticas, exigirá a convergência dos gaúchos para reverter o quadro agravado pela paralisação da economia. A extinção de vagas de trabalho, o fechamento de milhares de empresas, o aumento da miséria e uma nova ordem internacional são indicativos da exigência de preparo para novos tempos.
Serão tempos duros que exigirão a disposição que o nosso povo sempre demonstrou nos momentos difíceis. É preciso deixar de lado picuinhas, inconformidades menores e vaidades para dar lugar à união para recuperar o Estado. As perdas históricas e a pandemia serão combustíveis para construir um novo Rio Grande. Menos dividido, mais solidário e comprometido exclusivamente com o futuro dos gaúchos.

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